Cenário eleitoral em Minas Gerais é marcado por polarização e oportunismo, afirma Simões
Governador critica alianças e decisões políticas em Brasília, afirma que cenário eleitoral é marcado por polarização e oportunismo
:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_63b422c2caee4269b8b34177e8876b93/internal_photos/bs/2026/r/T/m2XAx2RziXGqTnKYUAmw/img-7300.png)
O cenário eleitoral em Minas Gerais é descrito como uma “mistura de polarização com oportunismo”, segundo o governador Mateus Simões (PSD). Em entrevista a jornalistas, ele criticou a forma como as decisões sobre candidaturas são tomadas fora do Estado, em Brasília, em jantares que envolvem políticos de diferentes partidos. Simões destacou que, apesar da polarização, o PSD já tem condições de iniciar a campanha, enquanto outros partidos ainda estão em busca de alianças. Ele também mencionou a situação do senador Cleitinho (Republicanos), que foi traído dentro do próprio partido.
Decisões políticas tomadas fora do Estado
Simões criticou a falta de clareza sobre quem será o candidato ao governo de Minas Gerais, afirmando que as decisões são feitas em Brasília, em reuniões que envolvem políticos de diferentes partidos. Ele mencionou especificamente os jantares que o ex-secretário de Governo Marcelo Aro (PP) teve com dirigentes do PP, União Brasil e Republicanos, com o objetivo de discutir a possibilidade de torná-lo candidato ao governo. Aro, que era pré-candidato ao Senado na chapa de Simões, desfez a aliança na sexta-feira (31/7), o que gerou críticas do governador.
As negociações envolvem políticos mineiros, mas as decisões são tomadas em Brasília. O governador destacou que, apesar da polarização, o PSD já tem condições de iniciar a campanha, enquanto outros partidos ainda estão em busca de alianças. Ele também mencionou que o senador Cleitinho foi traído dentro do Republicanos e que o partido não respeitou sua posição.
Reações de políticos e críticas a alianças
O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, reagiu nas redes sociais, dizendo que foi “agredido de forma baixa” por Simões, “talvez no desespero do seu isolamento político e da acachapante derrota que vai sofrer”. Cunha afirmou que não teve participação nas articulações do Republicanos sobre a candidatura ao governo do Estado. Já o presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado Cássio Soares, destacou que Simões foi vítima do movimento feito por Aro para tentar ser candidato ao governo.
Soares afirma que o PSD já tem condições de iniciar a campanha. Ele também mencionou que o governo tem 55% de avaliação de bom e ótimo no Estado, o que significa que a maioria dos mineiros aprovam o trabalho realizado durante a gestão de Simões e Romeu Zema. Ainda assim, ele criticou a candidatura do PT, que tem como candidato ao governo o deputado Patrus Ananias. O PSD também definiu a ex-prefeita Marília Campos como candidata ao Senado e negocia alianças e nomes para vice-governador e senador. O partido chegou a avaliar uma composição com a federação PSDB-Cidadania, para ter Aécio Neves (PSDB) como segundo nome para concorrer ao Senado. Simões afirmou que, se as alianças forem feitas na última hora, não devem ser por boa coisa.
