Campanha de Flávio apresenta novo relatório ao TSE sobre canal ‘Exército do Lula’
Campanha de Flávio envia relatório ao TSE sobre canal ‘Exército do Lula’, acusado de desinformação e burla a mecanismos de controle.
La campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, apresentou um novo relatório ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, acusado de disseminar conteúdo desinformativo e de burlar mecanismos de controle. O relatório foi encaminhado após a campanha alegar que o canal, coordenado pelo deputado André Janones, mantinha uma estratégia de apagar comandos e conteúdos para dificultar o monitoramento. O canal, que conta com mais de três milhões de seguidores, havia sido suspenso por decisão do ministro Kássio Nunes Marques, mas a medida foi revertida por decisão do ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.
Conteúdo desinformativo e burla aos mecanismos de controle
A campanha de Flávio afirma que o canal “Exército do Lula” utiliza uma estratégia de apagar sistematicamente comandos e conteúdos para inviabilizar o controle tanto pela plataforma quanto pelo TSE. Segundo a campanha, entre as mensagens apagadas estavam links e ordens que ligavam o canal a vídeos sobre “falsa informação” relacionada ao cancelamento do reajuste do Bolsa Família e à redução de aposentadorias. A campanha também destaca que o canal orienta os seguidores a não encaminhar os conteúdos postados, evitando os limites de encaminhamento da plataforma, e recomenda que copiem e colesem os conteúdos para ampliar sua relevância.
A campanha alega que o canal viola o Plano de Conformidade entre Meta e TSE.
A campanha alega que há “flagrante descumprimento” do Plano de Conformidade celebrado entre a Meta e o TSE, que vedam o uso de canais para fins ilícitos ou sua instrumentalização para inviabilizar o controle. A campanha também sustenta que “proibir a disseminação de fake news e combater canais que deliberadamente se comportam de forma a burlar os mecanismos de controle não é e nem nunca foi censura. É obrigação legal”.
Reversão da suspensão e reexame das provas
No domingo, 11 de outubro, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a derrubada do canal de Janones. No entanto, no mesmo dia, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva suspendeu a decisão, considerando que as provas apresentadas pela campanha eram insuficientes. Segundo a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação da Corte, “no período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações”, em relação à queixa de disseminação de fake news.
A campanha de Flávio também destacou que o canal inclui conteúdos relacionados à Nossa Senhora Aparecida e à retirada do posto de Padroeira do Brasil, além de materiais sobre envolvimento do senador com a milícia e sobre a redução de aposentadorias, pensões e benefícios. A campanha alega que esses conteúdos são parte da estratégia de desinformação e burla aos mecanismos de controle. Apesar da reversão da suspensão, a campanha de Flávio continua a apresentar novas evidências e relatórios ao TSE, buscando reafirmar a necessidade de monitoramento e controle sobre canais que possam disseminar conteúdo desinformativo. O caso do “Exército do Lula” continua a ser um ponto de discussão entre a campanha de Flávio e a Corte Eleitoral, com a possibilidade de novas ações e reavaliações nos próximos dias.
