Embraer lidera inovação com aeronaves sustentáveis e tecnologias disruptivas

Embraer é a 8ª mais inovadora no Brasil, com foco em aeronaves sustentáveis e tecnologias disruptivas.

Embraer desenvolve aeronaves sustentáveis e tecnologias disruptivas, como eVTOL, com foco em eficiência e inovação
Embraer desenvolve aeronaves sustentáveis e tecnologias disruptivas, como eVTOL, com foco em eficiência e inovação

Embraer, líder no setor aeronáutico brasileiro, foi eleita a 8ª empresa mais inovadora do Brasil, segundo a pesquisa da Strategy& sobre inovação. A empresa, que atua no desenvolvimento de aeronaves sustentáveis e tecnologias disruptivas, investe fortemente em projetos que visam reduzir emissões de gases de efeito estufa e aumentar a eficiência operacional. A inovação é uma das principais estratégias da companhia para manter sua posição de destaque no mercado global, especialmente com o aumento da demanda por aeronaves mais eficientes e automatizadas.

Proeco: tecnologias para aeronaves sustentáveis

O projeto Proeco, uma das iniciativas de inovação da Embraer, tem como objetivo desenvolver tecnologias que permitam a criação de aeronaves mais leves e eficientes, reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa. O projeto ainda está em fase conceitual, e os detalhes são mantidos em segredo pela empresa. Segundo Leonardo Garnica, líder de inovação corporativa da Embraer, o Proeco prevê o desenvolvimento de novos processos produtivos, com manufatura mais eficiente e uso de materiais compósitos, mais leves e resistentes.

A meta é obter uma redução de até dois terços na emissão de CO2 ao longo da operação das aeronaves.

O setor de aviação é responsável por cerca de 2,5% das emissões mundiais de gases de efeito estufa. A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) estabeleceu o compromisso de zerar as emissões líquidas de carbono até 2050. “O Proeco vai fortalecer a competitividade da Embraer em um mercado global com demanda crescente por aeronaves mais eficientes, automatizadas e sustentáveis”, diz Garnica.

Adaptações para o aeroporto de Aspen

Para atender a uma demanda específica, a Embraer adaptou o jato E175, que conta com versões de 76 e 88 assentos, para operar no aeroporto de Aspen, localizado nas Montanhas Rochosas, no Colorado (Estados Unidos). O aeroporto é um desafio para as companhias aéreas devido à altitude elevada, ao ar rarefeito e às condições meteorológicas adversas. As adaptações incluíram uma nova versão do motor com maior empuxo, melhorias nos sistemas eletrônicos e novos parâmetros de velocidade para pousos e decolagens.

O resultado foi um contrato de US$ 500 milhões para o fornecimento de 19 aeronaves, que deve ser concluído até o fim de 2026.

A Embraer também desenvolveu o Sistema de Decolagem Aprimorado (E2TS), uma tecnologia pioneira que automatiza a decolagem. A automatização da decolagem irá proporcionar maior segurança e reduzir o consumo de combustíveis. O sistema já está disponível para a família de jatos comerciais E-Jets E2. Um primeiro contrato foi fechado em setembro de 2025 com a companhia aérea americana Avelo Airlines, com uma encomenda de 50 jatos E195-ES por US$ 4,4 bilhões.

Inovação disruptiva com o eVTOL

A inovação disruptiva mais aguardada pelo mercado é o eVTOL, projeto que está a cargo da subsidiária Eve Air Mobility, empresa que nasceu em 2017 como uma incubada da aceleradora Embraer-X. O eVTOL é uma aeronave elétrica compacta, para piloto e quatro passageiros, que utiliza um sistema de decolagem e pouso vertical, como os helicópteros, e deslocamento horizontal com asas, como fazem os aviões. A produção do eVTOL será realizada em Taubaté (SP), e a Eve já soma quase três mil pedidos de reserva.

Os testes estão programados para o segundo semestre, e o processo de certificação da aeronave está previsto para 2028.

Em 2025, a Embraer obteve a maior receita em seus 56 anos de atividades, R$ 41,9 bilhões, um crescimento de 18% em relação ao ano anterior. A empresa entregou em 2025 um total de 244 aeronaves, e desde sua fundação em 1969, já entregou mais de nove mil aeronaves. Nos últimos 15 anos, a Embraer destinou em média 5% de seu faturamento para investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&DI), mantendo cinco centros de pesquisas no Brasil.