Gasto em IA acelera despesas de big techs, mas retorno previsto em até 3 anos

Big techs investem pesado em IA, mas retorno dos gastos deve chegar em até 3 anos.

Big techs investem em infraestrutura de IA, mas retorno dos gastos previsto em até 3 anos
Big techs investem em infraestrutura de IA, mas retorno dos gastos previsto em até 3 anos

Big Techs aumentam gastos em IA, mas retorno dos investimentos previsto em até 3 anos

A aceleração dos gastos em infraestrutura de inteligência artificial (IA) está impactando o fluxo de caixa das grandes empresas tecnológicas, como Amazon, Microsoft e Alphabet. Apesar do aumento das despesas, analistas destacam que a demanda por serviços de nuvem e IA justifica os investimentos, com projeções de retorno em até três anos. A Amazon, por exemplo, reportou um caixa negativo de US$ 7,6 bilhões no segundo trimestre, após três anos de fluxo positivo. A Microsoft, por sua vez, registrou um crescimento de 43% na receita da plataforma Azure no quarto trimestre fiscal de 2026. Os investimentos em IA são vistos como estratégicos para atender a uma demanda crescente, mesmo que isso gere desequilíbrios temporários no caixa.

Receita de IA cresce aceleradamente, com projeções de dobrar até o fim do ano

A demanda corporativa por IA está impulsionando a receita das empresas de tecnologia. A AWS, líder no mercado de nuvem, alcançou US$ 42,2 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 36,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita de inteligência artificial da AWS, que atingiu US$ 25 bilhões no segundo trimestre, deve dobrar até o final do ano, segundo a analista da Legacy Capital, Letícia Tonholo. A projeção de crescimento acelerado reflete a adoção crescente de IA por empresas, ainda no início da sua implementação. A empresa também destacou que as vendas entre abril e junho superaram em 82% o resultado do ano anterior, com um total de US$ 24,8 bilhões.

A Amazon, que lidera o mercado de nuvem, também reportou um aumento significativo na receita de serviços, com a AWS registrando um crescimento de 36,7% no segundo trimestre. O CEO da empresa, Andy Jassy, explicou que, mesmo com a projeção de gastos de US$ 220 bilhões em infraestrutura este ano, a empresa ainda não terá “capacidade suficiente para atender a toda a demanda que teremos em 2026”. Os data centers oferecem mais de 30 anos de monetização sem necessidade de capital inicial adicional.

Meta enfrenta desafios, mas Google Cloud cresce aceleradamente

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, enfrentou uma queda de mais de 10% nas ações após reportar um lucro por ação abaixo das expectativas e uma nova projeção de aumento de gastos com infraestrutura computacional. O fluxo de caixa livre da empresa caiu 91% para US$ 784 milhões, ante US$ 8,55 bilhões no ano anterior. Já o Google Cloud, com a terceira posição no mercado de nuvem, apresentou o maior salto de receita entre as concorrentes, com vendas de US$ 24,8 bilhões entre abril e junho, superando em 82% o resultado do ano anterior. Analistas destacam que o crescimento da receita de nuvem da Alphabet deve continuar, com projeções de aceleração de mais de 100% ao ano até o final do ano.

A semana da dona do iPhone começou no topo do ranking das empresas mais valiosas do mundo, superando o valor de US$ 5 trilhões, e terminou com uma queda de 7,35% em suas ações na sexta-feira. Embora tenha elevado o lucro líquido e a receita, a companhia não alcançou a estimativa de crescimento de receita na China e no segmento de serviços, que inclui assinaturas de conteúdos e armazenamento de dados na nuvem. A expectativa de manutenção destes patamares para serviços e vendas no mercado chinês no próximo trimestre também não agradou ao mercado. A Apple, apesar do fluxo de caixa positivo, enfrenta desafios com a inflação no mercado de chips de memória.